terça-feira, 14 de outubro de 2014

O SUCESSO DA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (EAD) NO BRASIL


NOVO MODELO DE APRENDIZAGEM EAD ATRAVÉS DO USO DA TECNOLOGIA



O processo de aprendizagem, por princípio, deve ser enfocado como um ato de adesão voluntária, no qual nenhum indivíduo se sinta obrigado ou forçado a aprender. É necessário, portanto, buscar nas metodologias, métodos, técnicas e dinâmicas pedagógicas os meios fundamentais que possam, de alguma forma, promover interação e integração entre o formando, o professor e os saberes.

Esses meios devem, também, contribuir diretamente para que não seja dada excessiva relevância ao professor (formador) em detrimento do formando (aluno) e do programa, ou do formando em detrimento dos elementos restantes. Eles são orientadores do modo como se deve proceder a transmissão do conhecimento e têm a função de promover o equilíbrio entre o formador, o saber e o formando.

Por isso, é que atualmente não é mais possível compreender o ensino centrado apenas no professor, antes considerado o único detentor do conhecimento. O processo ensino-aprendizagem deve ser algo dinâmico que estrutura e é estruturado de acordo com as relações forjadas em seu desenrolar. Assim, ferramentas surgem para otimizar e auxiliar esse processo.

Segundo Piaget (1990), o conhecimento realiza-se através de construções contínuas e renovadas a partir da interação com o real, não ocorrendo através de mera cópia da realidade, e sim pela assimilação e acomodação das estruturas anteriores que, por sua vez, criam condições para o desenvolvimento das estruturas seguintes.
Se, a partir de Piaget, entender-se o real como sendo o universo de objeto mundo - com o qual o aluno lida no dia a dia, perceberemos a importância da tecnologia na formação destas etapas de construção do conhecimento. Nesta perspectiva, é interagindo com o mundo digitalizado que os alunos desenvolvem seus conhecimentos humanos e tecnológicos.

Nunca foram tão discutidas as relações entre tecnologia e educação. Não é tão difícil perceber o porquê destes questionamentos, pois a cada dia nos firmamos como uma sociedade da era do conhecimento tecnológico, e com isso quebram-se paradigmas antigos da educação e criam-se, ou melhor, reformulam-se os novos paradigmas, a educação a distância.



A EDUCAÇÃO LIGADA NA INTERNET



A Internet está explodindo como a mídia mais promissora desde a implantação da televisão. É a mídia mais aberta, descentralizada e, por isso mesmo, mais ameaçadora para os grupos políticos e econômicos hegemônicos. Aumenta o número de pessoas ou grupos que criam na Internet suas próprias revistas, emissoras de rádio ou de televisão sem pedir licença ao Estado ou estar vinculados a setores econômicos tradicionais. Cada um pode dizer nela o que quer, conversar com quem desejar, oferecer os serviços que considerar convenientes. Como resultado começamos a assistir a tentativas de controlá-la de forma clara ou sutil.
A distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica - ricos e pobres - a cultural - acesso efetivo pela educação continuada - a ideológica - diferentes formas de pensar e sentir - e a tecnológica - acesso e domínio ou não das tecnologias de comunicação. Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades.
A Internet também está explodindo na educação. Universidades e escolas correm para tornar-se visíveis, para não ficar para trás. Uns colocam páginas padronizadas, previsíveis, em que mostram a sua filosofia, as atividades administrativas e pedagógicas. Outros criam páginas atraentes, com projetos inovadores e múltiplas conexões.
A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. As paredes das escolas e das universidades se abrem, as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. A educação continuada é facilitada pela possibilidade de integração de várias mídias, acessando-as tanto em tempo real como assincronamente, isto é, no horário favorável a cada indivíduo e é facilitada também pela facilidade de por em contato educadores e educandos.
Na Internet encontramos vários tipos de aplicações educacionais: de divulgação, de pesquisa, de apoio ao ensino e de comunicação. A divulgação pode ser institucional - a escola mostra o que faz - ou particular, - grupos, professores ou alunos criam suas home pages pessoais, com o que produzem de mais significativo. A pesquisa pode ser feita individualmente ou em grupo, ao vivo - durante a aula - ou fora da aula, pode ser uma atividade obrigatória ou livre. Nas atividades de apoio ao ensino, podemos conseguir textos, imagens, sons do tema específico do programa, utilizando-os como um elemento a mais, junto com livros, revistas e vídeos. A comunicação se dá entre professores e alunos, entre professores e professores, entre alunos e outros colegas da mesma ou de outras cidades e países. A comunicação se dá com pessoas conhecidas e desconhecidas, próximas e distantes, interagindo esporádica ou sistematicamente.

As redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar-se com outros colegas. Mas também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em escolher o que é significativo, em fazer relações, em questionar afirmações problemáticas.

UTILIZAÇÃO DA INTERNET NO MUNDO


Todos nós sabemos das grandes transformações que a internet vem causando nas comunicações, no trabalho, no comércio, no entretenimento. O Brasil não esta de fora desta revolução, ele é o 6° país que utiliza diariamente as ferramentas que a web lhe oferece, e está em 10° colocação no que se refere ao uso da internet, sendo que o número de internautas brasileiros que acessam esse meio de informação e comunicação ultrapassa vinte e três milhões de pessoas.
Esse crescimento da utilização da internet se deriva do número de internautas que acessam diariamente esse meio de informação, uma vez que muitas pessoas preferem fazer suas declarações de imposto de renda pela internet, por achar mais rápido, ágil e seguro, e não só isto, mas utiliza-a para outros fins, no que se condiz ao trabalho e ao lazer pessoal.
Desse modo, a evolução da internet no Brasil e no mundo esta expandindo cada vez mais, pois cientistas e pesquisadores estão aprimorando conhecimentos para tornar fácil o acesso de toda população que ainda não tem condições de adquiri-la. A transição da internet a partir de 2000 não houve retrocesso e sim avanços como mp3, software, internet explore, mp8 etc. Dando maior ênfase ao mundo globalizado e intelectual. Com isso vem causando nas comunicações, no trabalho, no comercio, no entretenimento varias transformações. O Brasil encontra-se entre os dez paises que mais utilizam à internet, desde, a entrada da sua versão comercial, a rede fez aparecer, mais profissões que quatro décadas de inovações tecnológicas não obtiveram êxito de criar. Sendo assim a transição da internet 2 D para a internet 3D que foi tema de discussão em São Francisco reúne elementos de interação social do mundo virtual onde podemos conversar com pessoas de longa distancia que interagimos como se estivéssemos frente- a- frente. Exemplificando experiências obtidas como: Para os professores, a internet tem sido um desafio duplo: como se atualizarem, explorando este mundo novo e que muda a cada instante, e como direcionarem os alunos para o uso adequado da internet nos estudos e para a compreensão do alcance desta ferramenta. Já para os pais, por sua vez, enfrentam seu próprio desafio: fazer com que os jovens tenham autonomia frente à internet e não a transformem em uma nova janela de fuga, trilha tão comum na adolescência, quando queremos contato com o mundo, mas sem profundidade. Dessa forma a questão é mundial. Notícias recentes, falam de jovens, com 12 e 13 anos de idade, que estão fazendo terapia em uma cidade da Catalunha, na Espanha, para se recuperarem de uma dependência de aparelhos celulares e internet. O Centro de Saúde Mental Infantil, de Lleida, que os atendeu, já trata de 20 crianças com o mesmo problema de uso compulsivo de celulares (entre cinco a seis horas por dia) ou de internet. O Messenger é o recurso mais utilizado. A notícia comenta sobre a total falta de controle dos pais sobre o assunto. A nós cabe uma reflexão importante: a internet, o celular, o iPod e tantas outras criações da tecnologia são um fenômeno urbano recente. Interessantes, divertidos, fantásticos mesmo. Contudo, por que terão substituído todos os tipos de lazer das nossas cidades? Por que transformaram a aula, o contato com a família, a convivência física com os amigos, em algo tão superado? Talvez se conseguirmos responder estas questões, estaremos evitando que os centros de ajuda tenham que lidar com o incremento de jovens com menos de 16 anos, afetados pelo uso compulsivo de internet e celular. Outra reflexão relevante: a geração passada não deu exemplos de uso abusivo de celular, computador ou qualquer um destes equipamentos. Então, estamos à frente de uma nova forma de aprendizagem, que não passa pelo exemplo dos adultos e pelas atitudes dos educadores tradicionais, assim entendidos os pais e professores. Mesmo encontrando depoimentos contra ou a favor do crescimento da internet nos dias atuais devemos lembrar que é único meio de comunicação capaz de transmitir conhecimentos através de pesquisas que o próprio individuo pode manejar o que pesquisar e como pesquisar.
Dessa forma é muito difícil sabermos quantos usuários estão realmente ligados à internet, pois a cada dia há uma mudança na contagem de internautas que acessam esse meio de informação. Entretanto, nos dias de hoje no que se refere á :
PESSOAS CONECTADAS À INTERNET :
ESTADOS UNIDOS: 153 MILHÕES
JAPÃO: 67 MILHÕES
ÁFRICA : 51 milhões
ASIA (PACIFÍCO): 530 MILHÕES
EUROPA: 382 milhões
JAPÃO: 67 MILHÕES
BRASIL: 42 milhões
ESPANHA: 17 MILHÕES

Dessa forma, cerca de um bilhão de pessoas no mundo tem acesso à Internet e 25% delas operam através de banda larga ou conexões de alta velocidade, segundo pesquisa da empresa eMarketer. O informe assinala que a marca de um bilhão foi registrada no final de 2005, e cerca de 250 milhões de lares possuem conexões de banda larga.
A empresa estimou que, dessas pessoas, 845 milhões usam a internet de forma regular. Os Estados Unidos ainda ocupam o primeiro lugar quanto aos usuários da rede, com 175 milhões. A América Latina é a região com maior crescimento quanto ao acesso à banda larga, com 70% de aumento entre os usuários. Mas possui, apenas, 70 milhões de pessoas com acesso à internet.
Ásia-Pacífico é a região com mais usuários (315 milhões) e com mais acesso à banda larga, com cerca de 40% dos lares possuindo a conexão. A Europa registra 233 milhões de usuários da rede e 55,2 milhões de lares com banda larga. Em comparação, a China registrou 111 milhões de usuários e 34,1 milhões de lares com conexões de alta velocidade.
Entretanto, atualmente o número de internautas no mundo chega à marca de 1,5 bilhão de pessoas, sete vezes maior que no início da década. Os dados foram divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que destaca para a explosão do número de pessoas usando a web em todo o mundo. Hoje, um sexto da população mundial tem acesso à rede. Mas as diferenças entre países ricos, emergentes e os mais pobres ainda são gritantes. Na África, menos de 1% dos usuários de Internet contam com banda larga.
Desde 2005, o número de internautas aumentou em 500 milhões de pessoas. No ano 2000, o número total de pessoas usando a Internet não chegava a 200 mil.
O Crescimento de usuários da web no país asiático foi de 18% a 23% nos últimos três anos.
Entretanto o número de usuários de internet na China alcançou 137 milhões de pessoas, e com um crescimento anual de dois dígitos projetado, o país deve ultrapassar os EUA em alguns anos, de acordo com uma pesquisa conduzida pelo Pew Internet & American Life Project.
Baseado em dados oferecidos pela China Network Information Center, a população conectada à internet na China cresceu 18% em 2004 e 2005 e 23% em 2006. Isso significa que em 2006, 26 milhões de pessoas se tornaram internautas nesse país e em 2007 foram 57 milhões. Em 2009, segundo o estudo, a China deve ter 210 milhões de pessoas conectadas.
Percentual de Usuários da Internet por Continente
Os dados pesquisados mostram os usuários da internet nos sete continentes: a Ásia em primeiro lugar com 37,6%, a Europa com 27,1%, a América do Norte 17,5%, a América Latina e Caribe estão na quarta posição com 9,8%, o Continente Africano com 3,6%, o Oriente Médio com 3,0% e a Oceania/Austrália com 1,4%.
O Quadro acima mostra em milhões o número de usuários da internet no mundo: a Ásia na primeira posição com 530 milhões, a Europa com 382 milhões de usuários, a América com 246 milhões de utilizadores da internet, a América Latina e Caribe contabilizam uma população de internautas de 137 milhões, o Continente Africano soma 51 milhões, o Oriente Médio tem um total de 42 milhões de usuários e a Oceania/Austrália com 19 milhões de internautas.
O Crescimento de usuários da web no país asiático foi de 18% a 23% nos últimos três anos.
Baseado em dados oferecidos pela China Network Information Center, a população conectada à internet na China cresceu 18% em 2004 e 2005 e 23% em 2006. Isso significa que em 2006, 26 milhões de pessoas se tornaram internautas nesse país e em 2007 foram 57 milhões.
Entretanto o número de usuários de internet na China alcançou 137 milhões de pessoas em 2008, e com um crescimento anual de dois dígitos projetado, o país deve ultrapassar os EUA em alguns anos, de acordo com uma pesquisa conduzida pelo Pew Internet & American Life Project.
Contudo, em 2009, segundo o estudo, a China deve ter 210 milhões de pessoas conectadas.
Como comparação, o crescimento nos EUA atingiu um nível bastante avançado de maturidade no uso da internet,tendo sido de 7 milhões a 9 milhões, respectivamente, de adolescentes e adultos no ano de 2005. O número total de usuários no país é estimado entre 165 milhões e 210 milhões, com taxas de crescimento que não devem mudar muito.
Enquanto 71% dos americanos com idade acima de 18 anos usam a internet, apenas 10% dessa fatia da população na China está online. Os usuários chineses são relativamente jovens, do sexo masculino, urbanos e geralmente estudantes. Especificamente, 70% está abaixo dos 30 anos e cerca de 60% é homem. A penetração na área urbana é de cerca de 20%, comparado a apenas 3% nas áreas rurais.
Apesar disso, a China ainda enfrenta um desafio de levar a internet dos early adopters à população mais leiga. Cerca de 85% dos entrevistados afirmaram que não têm interesse de estar online, com uma resistência mais forte nas áreas rurais. A população total do país em 2005 era de 1,3 bilhões de pessoas, de acordo com o Censo local.



A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA PARA A EAD NOS DIAS ATUAIS

A humanidade atravessa um momento de grande revolução na informação e no conhecimento, depara-se com um universo de idéias, conceitos, ferramentas para observação e atuação nesta nova realidade. Trabalha, cada vez mais, com o adequado planejamento do tesauro, descentralização, mecanismos de busca eficientes e eficazes, recuperação da informação, padronização de dados, segurança, eliminação do re-trabalho e finalmente a possibilidade do atendimento aos variados tipos de usuários.
A gama de informação disponibilizada através da internet trouxe a tona à preocupação com a quantificação, qualidade e pertinência das obras publicadas para as diversas áreas que delas pretendem fazer uso.
O ritmo intenso da aceleração tecnológica quebra divisórias, afronta as zonas paralelas e corrói os pólos estáticos, fazendo com que o cerne das mutações comunicacionais resida principalmente na convergência entre tecnologias digitais, multimídia e realidade virtual.