A
Internet está explodindo como a mídia mais promissora desde a implantação da
televisão. É a mídia mais aberta, descentralizada e, por isso mesmo, mais
ameaçadora para os grupos políticos e econômicos hegemônicos. Aumenta o número
de pessoas ou grupos que criam na Internet suas próprias revistas, emissoras de
rádio ou de televisão sem pedir licença ao Estado ou estar vinculados a setores
econômicos tradicionais. Cada um pode dizer nela o que quer, conversar com quem
desejar, oferecer os serviços que considerar convenientes. Como resultado
começamos a assistir a tentativas de controlá-la de forma clara ou sutil.
A
distância hoje não é principalmente a geográfica, mas a econômica - ricos e
pobres - a cultural - acesso efetivo pela educação continuada - a ideológica -
diferentes formas de pensar e sentir - e a tecnológica - acesso e domínio ou
não das tecnologias de comunicação. Uma das expressões claras de democratização
digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e em dominar o
instrumental teórico para explorar todas as suas potencialidades.
A
Internet também está explodindo na educação. Universidades e escolas correm
para tornar-se visíveis, para não ficar para trás. Uns colocam páginas
padronizadas, previsíveis, em que mostram a sua filosofia, as atividades
administrativas e pedagógicas. Outros criam páginas atraentes, com projetos
inovadores e múltiplas conexões.
A
educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes
eletrônicas. As paredes das escolas e das universidades se abrem, as pessoas se
intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. A educação continuada é
facilitada pela possibilidade de integração de várias mídias, acessando-as
tanto em tempo real como assincronamente, isto é, no horário favorável a cada
indivíduo e é facilitada também pela facilidade de por em contato educadores e
educandos.
Na
Internet encontramos vários tipos de aplicações educacionais: de divulgação, de
pesquisa, de apoio ao ensino e de comunicação. A divulgação pode ser
institucional - a escola mostra o que faz - ou particular, - grupos,
professores ou alunos criam suas home pages pessoais, com o que produzem de
mais significativo. A pesquisa pode ser feita individualmente ou em grupo, ao
vivo - durante a aula - ou fora da aula, pode ser uma atividade obrigatória ou
livre. Nas atividades de apoio ao ensino, podemos conseguir textos, imagens,
sons do tema específico do programa, utilizando-os como um elemento a mais,
junto com livros, revistas e vídeos. A comunicação se dá entre professores e
alunos, entre professores e professores, entre alunos e outros colegas da mesma
ou de outras cidades e países. A comunicação se dá com pessoas conhecidas e
desconhecidas, próximas e distantes, interagindo esporádica ou
sistematicamente.
As
redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços
novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar-se com outros colegas. Mas
também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em
escolher o que é significativo, em fazer relações, em questionar afirmações
problemáticas.
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